Aluga-se um Tweet

O Twitter anunciou que começará a ter espaços publicitários no seu site. Por enquanto vão aparecer apenas nas pesquisas, algo baseado no sistema de publicidade do Google, mas que está sendo estudado algo para expandir esses anúncios para outras áreas do site.

Sou favorável a publicidade bem explorada. Desde que não interfira na minha navegação e seja algo de bom gosto é bom para a empresa e também para os consumidores. Só que também pode ser um tiro no pé também.

Meu medo é que comecem a chover anúncios entre os tweets. Uma coisa que enche o saco é spam, quem é que gosta de receber um e-mail de propaganda quando você espera aquela mensagem importante de um cliente ou de um amigo? Ser bombardeado com propagandas entre os tweets pode ter um efeito igual.

Várias lojas já tem perfil no Twitter e se me interesso pelas promoções destas basta que eu siga o perfil. Isso é algo que deve ser estimulado nas campanhas, pois é para um público mais fiel à marca. Agora se você está seguindo um jogo de futebol (que aliás é muito chato) pelo Twitter e em vez do gol você recebe uma propaganda é um passo para queimar a marca.

O Twitter se fizer algo parecido com o Google que direciona a publicidade baseada no histórico de pesquisas do usuário também seria interessante. Evitaria de se fazer propaganda de cerveja para um evangélico ou de camisas do Corinthians para um Palmeirense.

Um abraço,

Guilherme

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Para o Alto e Avante….

Segundo uma pesquisa da Associação Comercial de São Paulo, apenas 17% das empresas paulistanas estão nas redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter, etc..), isso significa que ainda existe muito espaço para crescer no meio.

Se uma década atrás ter um website era obrigatório para se destacar no meio, hoje estar presente nas redes sociais é um requisito que está se tornando essencial, já que o público está cada vez mais interessado nesses veículos de comunicação e por incrível que pareça o Facebook chegou a superar até o Google em número de visitantes.

Segundo a ACSP, 51% já procuram monitorar o que é dito sobre elas na web. Daquelas que fazem esse monitoramento, em 61% dos casos, isso é feito internamente por um profissional de marketing, de outra equipe ou pelo proprietário. Isto é feito diariamente (27% dos casos) ou semanalmente (41%).

Acredito que esses números vão mudar rapidamente. Principalmente que pela variedade de plataformas diferentes entre essas redes, vão exigir cada vez mais profissionais qualificados, que saibam tirar o máximo dessas ferramentas. Agilidade do monitoramento também é algo que deve ser mais aprimorado. Não dá pra checar a conta no Twitter semanalmente.

Ainda sobre a pesquisa, 68% das empresas não dão retorno as perguntas feitas pela rede, preferem meios convencionais, o que até é algo para se pensar, pois deve-se ter muito cuidado com a resposta dada à uma crítica. Uma palavra mal colocada ou dita na hora errada é facilmente disseminada na rede (Né , mané da Locaweb?).

Se os outros 83% das empresas resolverem entrar com tudo no mercado, vai faltar mão de obra para absorver todo essa demanda. Acho que em muitos casos em pequenas e médias empresas esse serviço seria absorvido por profissionais da própria empresa., na base do improviso, vulgo “gambiarra”.

Com a chegada desses “profissionais-gambiarras” vai acontecer duas possibilidades: Alguns vão realmente pegar o jeito da coisa, e vão se especializar nisso e podem até alçar voos mais longos. A segunda opção é que vamos ter trapalhadas homéricas e muito filme queimado. Ou seja, se o “Gambiarra” faz um bom serviço é mérito dele, se erra quem perde é a empresa. Parece até o discurso de um certo técnico de futebol muito famoso…..He, he, he.

Um abraço,

Guilherme

Twittou Não Leu o Pau Comeu…

Essa semana teve um exemplo de como as empresas devem ter cuidado com as redes sociais e principalmente de como seus funcionários não devem se portar:

A Locaweb fechou um patrocínio com o São Paulo F.C. Para duas partidas. Pagou uma grana preta para ter seu logo estampado nas mangas do uniforme tricolor com o objetivo de dar maior visibilidade à marca.

O problema é que um alto executivo da Locaweb publicou em seu Twitter um post avacalhando com o São Paulo e tirando sarro por causa da vitória do Corinthians. Como não poderia deixar de ser em breve esse post se espalhou e caiu na mão do pessoal do São Paulo e isso pegou muito mal para a empresa. Literalmente uma tremenda bola murcha.

Eu estranhei mais porque é um funcionário graduado de uma empresa que presta serviços em tecnologia, então esperaria maior “simancol”, por mais que futebol seja uma paixão. Se ele não esperava uma repercussão dessas, quem poderia pensar?

As redes sociais são algo relativamente novo e as empresas devem se preparar e discutir políticas sobre como devem se portar e até que ponto seus funcionários devem misturar seus contatos pessoais com profissionais.

A internet em geral é algo que deve-se ter muito cuidado. Acho que todo mundo algum dia mandou ou recebeu um e-mail que não deveria ter sido enviado. Só que numa rede social a bronca é mais forte, pois tudo se espalha como fogo no capim seco e depois não dá pra voltar atrás. Lembram-se do infame post da Xuxa no Twitter?

Acho que em breve as empresas deverão tentar um meio de instruir seus funcionários algumas regras de etiqueta para uso da web. Sem isso algumas ações de marketing podem ir para o espaço. Também não adianta proibir, pois tudo que é proibido só torna as coisas mais desafiadoras. Deve-se encontrar um meio termo e cada caso deve ser estudado com cuidado.

Penso que o assunto poderia ser discutido em escolas desde cedo, pois como a molecada está mais conectada do que nunca, é importante que esses assuntos sejam comentados juntamente com a exposição da privacidade. Seria algo bem mais útil do que a infame “regra de três” que me infernizou na escola e até hoje não sei pra que aquela droga serve, já que nunca mais achei um uso para ela.

Um abraço

Guilherme

Update: Por causa da trapalhada o executivo da Locaweb foi demitido. Ele deve estar muito arrependido de ter escrito o post.

MySpace Meet the Flinstones

Toca Discos dos Flinstones

Os controladores do MySpace divulgaram que estarão abrindo espaço para a música sertaneja e gospel, para atingir uma fatia maior de público no Brasil. Apesar de detestar esses dois estilos, acho que demorou para o pessoal da “Bananolândia” se tocar nesse ponto.

O MySpace é seguramente a maior rede social de música do mundo. Se você é músico e não tem uma página no My Space você não existe. Basta abrir uma revista importada como a New Music Express e checar que todo mundo usa o My Space. Várias bandas desistiram de usar websites formais e só usam a página da rede social.

O site tem de uma forma simples tudo que um artista precisa: Possibilidade de colocar músicas em streaming ou download, vídeos, agenda, notícias e uma breve biografia. E também tem uma coisa que é muito legal que é uma certa uniformidade. A página do U2 não é muito diferente da banda de garagem do seu sobrinho.

Com isso acabou virando uma “páginas amarelas” sobre música. Eu sou um consumidor voraz de música e gasto muito tempo pesquisando novas bandas e sons. Quando vejo alguém comentar sobre um grupo novo vou automaticamente no MySpace e ouço algumas músicas. Se gosto vou atrás do CD. Muita gente faz isso hoje em dia.

Lá fora já é algo bastante diversificado em vários estilos musicais. Não sei porque quando implantaram o escritório no Brasil, eles acharam que só o público que gosta de rock e pop que se interessariam pelo site. Esse público já era usuário do MySpace antes dele chegar no país então logicamente não ganharam muitos seguidores.

O site deve se popularizar em todos os estilos. Eles tem que se tocar que um site não é uma TV. Numa TV se estiver passando algo eu sou um telespectador passivo, sigo a programação da emissora. No site eu escolho o que quiser ver, então se tiver páginas de funk carioca ou pagode eu nem vou ficar sabendo se não quiser, assim como os fãs desses estilos não precisam se incomodar com as coisas que curto.

Acho que um erro do MySpace no Brasil foi tentar bater de cara com o Orkut. Os dois sites são muito diferentes, eu não consigo imaginar ver uma comunidade tipo “Eu odeio meu professor de matemática” no MySpace… O Facebook depois de muita batalha, agora é que está conseguindo crescer e começar a incomodar o Orkut, pois tem muito mais semelhanças com a rede do Google.

Uma batalha é que o mundo musical brasileiro vive na época das cavernas. Tem um pessoal bem antenado, mas se depender de gravadoras e alguns empresários com ideias da época dos Flinstones vai ser mais complicado.

Meu irmão é músico e toca viola caipira. Ele tem seu site convencional e sua página no MySpace (além das outras redes sociais), isso segundo ele dá um ótimo retorno, onde consegue contatos de lugares inimagináveis do Brasil e exterior.

Só que quando o MySpace chegou esqueceram que aqui foi o país que fez passeata contra a guitarra elétrica….

Um abraço,

Guilherme

Facebook Killed the TV Star

CNN X Facebook

Nos anos 80 uma banda chamada “The Buggles fez uma música chamada “Video Killed the Radio Star”. Era na época o surgimento da MTV, videoclips se tornaram uma febre e o visual do pessoal nos faz rir até hoje. Era uma anologia de como uma nova mídia estava “matando” uma mais antiga.

Segundo o presidente da CNN, Jon Klein, o maior concorrente de seu canal de notícias não é a Fox News com seus dois milhões de espectadores, é o Facebook com seus 500 milhões de usuários e o Twitter. Segundo ele:

“As pessoas de quem você é amigo no Facebook ou que você segue no Twitter são fontes confiáveis de informação”, explicou Klein. “Você clica em links que elas te enviam e confia nelas”, acrescentou.

“Bem, nós queremos ser o nome mais confiável quando o assunto é notícia”, continuou. E por isso, “não queremos que as mil pessoas que você segue no Twitter sejam as fontes mais confiáveis para você”.

Isso tem sentido, e Klein que não tem absolutamente nada de bobo pegou a deixa. Hoje muitas vezes temos notícias mais rápidas por uma rede do que por um site ou canal de TV. Fiquei sabendo da morte do cartunista Glauco ao acessar o Twitter pelo meu celular de manhã, antes de ver TV ou ligar o computador.

A Reuters, preocupada com o vazamento de furos proibiu seus jornalistas de publicarem notícias de primeira mão em redes sociais. É uma coisa que particularmente sou até favorável, pois acho sacanagem custear um jornalista e depois ele dá antes a notícia por alguma rede particular. Acho até pouco ético e acho sensato que o canal oficial repercuta a notícia primeiro e depois que saia na mídia o jornalista possa discutir o assunto, mas isso ainda vai dar muita discussão.

Mas assim como o vídeo não matou o rádio, tenho certeza que a CNN não vai ser morta pelo Facebook, no máximo levar uma surra aqui e ali…

Um abraço

Guilherme

Saltando Por Cima do COI

Foi detectada nas recentes olimpíadas de inverno no Canadá uma nova tendencia de cobertura jornalistica. Os jornalistas estão deixando as fontes oficiais e credenciamentos e fazendo cobertura por blogs e redes sociais.

A explicação são o excesso de exigências que o Comitê Olímpico Internacional exige dos órgãos de imprensa, que engessam tanto o trabalho que fazem as matérias se parecerem cada vez mais pasteurizadas e iguais umas as outras. É difícil aparecer algo novo, então se é para mostrar o que todo mundo vai mostrar, para que pagar tanto mico (e dinheiro) para se investir numa cobertura tradicional?

Não é de hoje que a cobertura esportiva está cada vez mais chata. Após um jogo de futebol tem aquelas insuportáveis entrevistas coletivas, onde não sai nada de novo, os jornalistas perguntam quase sempre as mesmas coisas e os jogadores respondem com os velhos chavões. Um jornalista nem precisa estar no local, já que essas entrevistas são transmitidas na íntegra pelas rádios e TV’s.

O grande teste para ver se essa tendência se confirma ou não será na Copa do Mundo da África do Sul. Acredito que vamos ter uma cobertura muito mais digital do que tivemos na Copa da Alemanha. Os usuários de internet nos celulares aumentou consideravelmente, o aparecimento do Twitter, consolidação do Facebook, os sites de canais de TV, como a ESPN estão cada vez melhores e mais interativos, o que vai mostrar uma bela mudança.

Como o Brasil vai sediar uma Copa e uma Olimpíada em breve, vai ser essencial ficar sintonizado e acompanhar todas as novas tendências. Será uma chance de ouro para mostrar serviço e aprender como explorar todas as convergências de diferentes mídias que estarão disponíveis na época.

A FIFA e o COI que são dois órgãos extremamente conservadores terão que mudar alguns conceitos de cobertura na marra, pois senão vão sair perdendo. As mídias tradicionais terão que alterar suas formas de cobertura e os blogueiros devem ter uma fatia cada vez maior na cobertura relevante desses eventos.

Um abraço

Guilherme

O Código HTML Da Vince

Uma tendência que está crescendo no exterior é a integração de arte – internet – redes sociais. Como lidar com as novas ferramentas é uma discussão constante: Como os curadores dos museus vão trabalhar com a liberdade descontrolada da internet e os artistas que ao mesmo tempo tem um importante forma de divulgar seu trabalho também tem que brigar com pirataria e direitos autorais.

O Museu Smithsoniano está desenvolvendo uma ferramenta chamada Smithsonian Commons que deve desenvolver tecnologias e acordos de licenciamento que permitam a visitantes descarregar, compartilhar e remixar o imenso acervo de bens de domínio público do museu. É uma tremenda iniciativa, que permitirá que qualquer pessoa do Globo interagir com incrível acervo do museu.

Um museu sobre a história dos judeus poloneses em Varsóvia começou com um projeto onde usuários faziam uploads de fotos pessoais sobre o assunto. Isso tem possibilitado que peças raras tenham sido localizadas e o museu comprar peças importantes para seu acervo físico. Isso é uma forma de como o mundo virtual e real pode interagir de uma forma produtiva.

Para os artistas como a designer Odessa Begay, que aproveita o Twitter como inspiração. Em seu Museum of Modern Tweets (http://www.tweetmuseum.com ) ela pega postagens de personalidades e faz desenhos bem humorados sobre os posts. A idéia é criativa e o resultado muito bom.

Outro exemplo é a comunidade do do Facebook “I’ll have my Facebook portrait painted by Matt Held” que faz referência ao blog http://www.portraitpainted.blogspot.com , no qual posta retratos que já fez de imagens de pessoas encontradas na rede. É curioso ver como o artista pega aquelas fotos banais encontradas em qualquer site de relacionamento e manipula a imagem.

O meu preferido é o da artista Sophie Blackall, de Nova York, que mantém o Missed Connections (http://www.missedconnectionsny.blogspot.com ). Ela posta desenhos inspirados em sites nos quais as pessoas procuram umas às outras. Esses sites são os equivalentes modernos das “mensagens em garrafas, sinais de fumaça e cartas escritas na areia”, segundo a artista. Ela tem muito bom gosto e os seus desenhos são muito bonitos.

Isso serve para mostrar que com criatividade os artistas podem mostrar seu trabalho e que os museus podem ampliar seus horizontes, fazendo com que formas de artes restritas á acervos restritos cheguem á cada vez mais pessoas. Provavelmente Leonardo Da Vince hoje teria um blog.

Cheers,

Guilherme